A WINES4U apresenta uma uma entrevista com Eric Texier nosso produtor no Rhône Norte no Domaine de Pergaud feita por CHRISTOPHER BARNES e publicada originialmente em Inglês na revista Grape Collective. Para conferir a entrevista orginial em inglês: https://grapecollective.com/articles/eric-texier-on-making-natural-wine-in-the-northern-rhone#

 

"O enólogo Éric Texier fez a mudança dramática de engenheiro nuclear para produtor de vinhos no início da década de 1990. Sem um histórico familiar de produção de vinhos, através de leituras, estudo e visitas a produtores tradicionais e fazendas sustentáveis ao redor do mundo, ele desenvolveu uma paixão por vinhos. Sua vinificação é de escola muito tradicional, inspirada por uma geração mais antiga de produtores de Rhône.

Éric Texier fala com o Grape Collective sobre sua curiosa jornada, sua paixão e o foco em sustentabilidade e terroir.

Christopher Barnes: Éric, você pode descrever sua trajetória como enólogo? Sei que você antes era um engenheiro nuclear, e então se tornou produtor de vinhos. É uma mudança de carreira bastante incomum. 

Éric Texier: Sim e não. Quando você olha com cuidado agora, principalmente no “movimento de vinhos naturais”, é interessante notar que muitas pessoas não se dedicaram à agricultura ou à vinificação no início de suas carreiras. Então talvez eu estivesse um pouco à frente do meu tempo, mas agora é bastante comum. E, na verdade, só depois de 10 ou 12 anos trabalhando como engenheiro nuclear é que eu me cansei da profissão. Eu queria fazer algo diferente.

Vinho natural é um conceito que divide opiniões no mundo do vinho. Algumas pessoas têm verdadeira paixão por ele e outras são totalmente contra. Qual é sua opinião sobre todo esse conceito de vinhos naturais?

Não, para mim, como tradicionalista, e como enólogo tradicional natural, é uma questão apenas de voltar para o que já era feito, digamos, antes da industrialização da indústria alimentícia e da produção de vinhos. Então eu produzo e cultivo vinhos do mesmo jeito que se fazia nos anos 50, 60 ou 70 em Ardèche. É isso! Nada mais, nada menos. Eu não sei por que o conceito é tão difícil de entender. Isso significa que eu só estou fazendo o vem sendo feito há 2.000 anos na França.

 

Há muitas variedades diferentes de vinho natural. Por exemplo, há os biodinâmicos, há os orgânicos, mas você não usa nenhum desses rótulos, não é mesmo?

Eu sou certificado como orgânico pois acredito que, neste mundo de artifícios e  fatos alternativos, as pessoas precisam saber onde exatamente nos situamos. Então eu sou orgânico e tenho cultivado organicamente por mais ou menos 17 anos. Mas para mim isso não era suficiente. Primeiro porque orgânico até recentemente não se referia à vinificação, como ocorre com os vinhos biodinâmicos. Era apenas sobre a plantação. Na época, não havia padrões específicos para a produção de vinhos orgânicos ou biodinâmicos e então eu também logo me dei conta de que orgânico não era suficiente. Desse modo, atentei para algo chamado “L’agriculture de conservation” em francês, muito parecido com as teorias de um teórico japonês, Masanobu Fukuoka, uma teoria de agricultura natural, que diz que nós tentamos trabalhar mais com o solo do que com os vinhedos e as frutas. Por isso meu foco principal em termos de tempo e energia é dedicado ao solo.

 

Na biodinâmica, usa-se estrume animal como parte da receita principal para se plantar biodinamicamente. Você não usa estrume nos seus vinhedos, usa?

Não, isso também faz parte do conceito na agricultura de “agriculture de conservation”. Por exemplo, com as condições que temos nos vinhedos de Ardèche ou de Drôme, não é necessário nada mais que ar e fotossíntese para contribuir com matéria orgânica suficiente para o solo  e obter cerca de 45 hl por hectare, ou seja, 6.000 garrafas de vinho em cada hectare. Portanto, não há necessidade de algo a mais e é por essa razão que não acrescento nada - orgânico e vegetal ou orgânico e animal.

 

No que diz respeito à produtividade, eu li em algum lugar que você disse que alguns desses produtores artesanais que vêm reduzindo sua produção para níveis extremamente baixos são tolos. Por que acha isso?

Bem, tem uma coisa chamada produtividade natural. Aqui chove todo ano cerca de 910 mm e temos quase seis meses de sol. Meu solo é bastante fértil, então é impossível, sem uma intervenção extremamente vigorosa de minha parte, obter menos de 25 a 30 hl por hectare, se as coisas estiverem dando errado. Se tudo estiver dando certo, eu obtenho aproximadamente 45 hl por hectare. Qualquer que seja minha vontade, se eu realmente quiser apenas 20, em um ano normal, considerando que tudo esteja indo bem, eu preciso lutar contra as vinhas, lutar contra a natureza para conseguir essa produção baixa. Isso é natural? Para mim, não, então, eu não vou lutar. Eu tenho muitos problemas na minha vida. Não vou lutar contra minhas vinhas, não. Então é por isso que eu admito que eu estou produzindo uma grande quantidade de vinhos e se eu conseguir bastante vinho eu fico super feliz, porque minhas vinhas também parecem estar felizes.

 

Fale um pouco sobre o uso de cobre e enxofre.

Bem, são duas coisas diferentes. A Vinifera não tem defesa genética contra o míldio e o oídio. Essas doenças foram trazidas do continente americano cerca de 200 anos atrás. A Vinifera não é equipada, geneticamente falando, para lutar contra essas doenças. Assim, se eu quiser colher umas boas frutas e ganhar o suficiente para sustentar minha família, não tenho opção.

Se for vinifera, então temos outras opções. Essas opções podem ser o que chamamos de Piwi na Europa, híbrido de vinifera e algo mais, como muitas outras uvas, especialmente as que vêm da América. Essas podem ser resistentes contra doenças e não precisam ser pulverizadas. Mas até agora, como um enólogo da escola antiga com foco em terroir, eu ainda estou usando as uvas locais da minha área. Então principalmente Syrah para os tintos e Marsanne, Roussanne para os brancos. Elas não são resistentes a essas doenças, então também não são  resistentes à phylloxera.

As duas coisas que temos que fazer, na maior parte do tempo, são enxertar as vinhas para evitar a phylloxera em plantas que são resistentes contra ela, e usar cobre e enxofre para lutar contra o míldio e o oídio. Neste caso, cobre e enxofre são fungicidas. Claro, são ruins para o solo, porque sobretudo no solo superficial os fungos são extremamente importantes. E já que estou usando fungicidas contra o míldio e o oídio, esses fungicidas vão matar os fungos na superfície.  Portanto, evidentemente não é uma boa solução, mas até o momento não temos escolha se quisermos uma colheita decente. Por isso os estou usando.

Com os vinhos, é outra história. Eu tento não usar nada quando produzo os vinhos. Nada de aditivos a menos que eu realmente precise deles, ou a menos que meus clientes precisem disso. Então isso se trata de sulfito apenas. Dióxido de enxofre, que é “anhydride sulfureux” em francês, um poderoso bactericida e antioxidante que não preciso usar durante a vinificação e envelhecimento, mas posso usar se o vinho estiver fraco na hora de engarrafar para garantir que o vinho vai ser o que eu decidir que ele deve ser no engarrafamento e chegue dessa forma à mesa do consumidor.

 

Éric, você descreve o norte do Rhône como “idêntico” de muitas maneiras às vinhas Grand Cru de Borgonha. Por que há essas declarações sobre o valor dos  vinhos e por que uma área não é melhor que a outra?

Bem, eu não consigo entender. Esse é o resultado da história. Somos apenas os herdeiros de 60, 70 gerações de produtores que eram muito mais inteligentes. Lembre-se que eles não tinham a tecnologia que temos agora, então para ser extremamente eficientes eles precisavam ser extremamente inteligentes observando qual área, qual exposição, qual local, qual solo, onde o vento sopra de manhã, enfim, tudo. Assim, com o passar dos anos, fizeram um trabalho incrível em encontrar os melhores lugares para cultivar uma uva específica.

No norte do Rhône, é a Syrah. Mas pode não ser uma história tão antiga. Talvez 500 ou 600 anos, não sabemos com certeza. Provavelmente não tão antiga quanto Pinot Noir na Borgonha, mas acredite, o que quer que você faça, mesmo se achar que é super inteligente, você não vai encontrar um lugar muito melhor para cultivar Syrah que nas encostas de Hermitage ou Côte Rôtie.

Uma das coisas fascinantes sobre o terroir é que você pode ser um bilionário, pode contratar milhares de pessoas extremamente habilidosas para a vinificação ou a agricultura. Mas vocẽ não pode substituir 2.000 anos de experiência. Então sim, pelo menos para Syrah, eu acho que o norte do Rhône é um daqueles lugares muito especiais onde você pode obter um vinho extremamente específico da mesma uva, Syrah, inspirando-se em Borgonha, onde você pode obter vinhos extremamente diferentes com uma uva, Pinot Noir ou Chardonnay, de diferentes terroirs.

 

Éric, Brézème é localizado no norte do Rhône. O que é tão especial em seus vinhedos lá?

Há uma coisa que é extremamente especial. Estamos no norte do Rhône, norte de Montelimar, o que significa que a influência do Mediterrâneo é quase zero. É um clima continental, de muitas maneiras, mais próximo do que encontramos em Beaujolais ou em Savoie ou o que encontramos em Provence. Também é o lar da Syrah. Syrah foi criada nessa área que é uma ponte entre Dureza e Mondeuse Blanche. Dureza de Ardèche e Mondeuse Blanche de Savoie. Brézème é muito única porque é um daqueles lugares no norte do Rhône em que você pode encontrar solo calcário. Muitos dos maiores vinhedos de lá, por exemplo Côte Rotie, Hermitage, Cornas, a maior parte de Saint-Joseph, são de granito ou xisto.

Então, solos pobres em termos de argila, PH geralmente baixo, solos extremamente aquecidos, que mantêm o calor que recebem durante o dia, e o mantêm durante a noite. Brézème é o exato oposto. É cheio de calcário e argila, então é um solo extremamente fresco. Para dar um exemplo, que é fascinante, são oito quilômetros entre os dois, então 12 milhas ou algo assim. Em 2015, medimos 30 cm abaixo da superfície, à meia noite depois de um dia bem quente. Em Saint-Julien, no granito, estava 30º C. Em Brézème, a apenas oito quilômetros de distância, estava 18º C.

Isso quer dizer que, quanto às diferenças, é como estar na Borgonha (no caso de  Brézème), e na Espanha (para o Saint-Julien), com apenas oito quilômetros entre os dois. Isso faz de Brézème extremamente especial porque temos essa temperatura incrivelmente fresca à noite que não se encontra em nenhum outro lugar do norte do Rhône. Isso se expressa por meio dos vinhos porque eles são tensos com alta acidez, bastante mineral e com forte terroir.

 

Éric, você produz vinho de uma forma muito tradicional. Existem casos em que você consideraria mudar seu estilo ou usar novas tecnologias e métodos de produção de vinho? Você tem sido consistente em sua vinificação todos esses anos? 

Não, eu não era muito consistente. Em meus primeiros cinco anos, eu tentei muitas, muitas coisas. Como era iniciante, e tinha experiência como engenheiro, achava que podia ser mais inteligente que a maioria dos produtores. É óbvio, depois de cinco anos, eu acho que não sou tão tolo, então percebi que a melhor maneira de fazer vinho era a maneira como ele sempre havia sido feito. Por isso, agora sou extremamente consistente. Eu comecei a fazer o que as pessoas já faziam há muitos séculos, simplesmente isso.

 

Você produz vinhos no norte do Rhône mas você também produz usando uvas de Châteauneuf-du-Pape. Ouvimos de outros produtores que o aquecimento global teve um profundo impacto naquela área. Você percebeu algumas mudanças?  E isso é um problema sério no norte do Rhône?

Há problemas, sobretudo nas vinhas, mais do que nos vinhos do norte do Rhône. Hoje eu acredito que estamos produzindo vinhos de teor alcoólico extremamente alto e doces, mas é devido mais à vontade dos produtores e agricultores do que ao aquecimento global. Em Châteauneuf, é outra história. Em Châteauneuf, nos últimos 15 anos, vimos notando que as vinhas estão se comportando de uma forma bastante diferente, e o resultado é que temos uma maturidade fenólica muito tardia com açúcar e maturação alcoólica antecipados. Isso quer dizer que é quase impossível produzir um Châteauneuf-du-Pape com 13% de teor alcoólico hoje em dia, se você quer obter uvas maduras. E se você não obtém uvas maduras você também não obtém a tradicional expressão de Grenache. Além disso, em Châteauneuf-du-Pape, eu percebi uma grande quantidade de Syrah por todo o lugar, o que é estranho. Se pararmos para pensar, o aquecimento global deveria ter feito o contrário. Em vez de trazer uvas do norte para o sul, o mais inteligente seria trazer uvas do sul para o norte. Por que usaram ou plantaram toneladas de Syrah? Devido à influência de alguns críticos, especialmente Robert Parker, em favor de vinhos escuros concentrados e maiores. E se você quer concentração e escuridade você precisa de Syrah ou Grenache. Mas para falar a verdade, sendo um amante de Chateauneuf-du-Pape, há vinhos como o Rayas que vêm sendo produzidos desde o início, principalmente com Grenache, que não tem nenhuma cor, que são concentrados de forma extremamente leve mas são maravilhosos e expressam algo absolutamente único, muito melhor que qualquer outro Châteauneuf-du-Pape procedente de Syrah que você poderia imaginar.

Então, sim, temos um problema com a maturação fenólica ocorrendo muito tarde, se comparada à maturação do açúcar. Por isso precisamos encontrar uma forma de cuidar dessas vinhas de Grenache que seja diferente. Pode ser que leve algum tempo - uma, duas ou três gerações, mas isso não é nada incomum.

Se olhar para a história, no passado tiveram que enfrentar aquecimentos, eras glaciais num determinado momento, e tiveram que se adaptar. Se você estudar atentamente, a maneira como preparavam as vinhas em certo momento pode ser absolutamente diferente da maneira como o estavam fazendo há 50 anos. Então eu acho que precisamos de um pouco de tempo para descobrir uma forma de lidar com isso, mas não é impossível. 

 

Éric, existem outros enólogos que o influenciaram em sua jornada para produzir vinhos puros e tradicionais?

Enólogos, eu acho que não. Mas agricultores, com toda certeza. Isso é porque a vinificação é apenas vinificação e não é quase nada na vida de um agricultor ou enólogo. Não estou fazendo nada especial, como já disse antes, só estou fazendo o que historicamente vem sendo feito. Então, se falamos em termos de agricultura e de expressão de um terroir, no norte do Rhône, especialmente, sim, me vêm à mente Marcel Juge em Cornas, Noel Verset em Cornas, Marius Gentaz-Dervieux em Côte Rôtie, até mesmo Gerard Chave em Hermitage. Todas essas pessoas produziam vinhos que eu admiro muito por sua capacidade de expressar um terroir específico e único com extrema precisão. Então essas eu admiro muito, sim.

 

Além do Rhône, que vinhos você gosta de beber?

Tudo. Ou quase. Contanto que expressem algo que eu não posso ter aqui em casa com as minhas uvas, está tudo bem. Eu bebo vinhos de todo o mundo. Gosto muito de bebê-los quando estou no exterior, então quando estou nos Estados Unidos na Costa Oeste, bebo sobretudo vinhos de lá.

Então, desde que eles expressem algo que não seja a levedura, o enólogo que foi consultado e a tanoaria, sim, eu gosto de beber tudo. Eu quero vinho de suco puro.

 

Éric, me parece que você não ara o solo. Por quê?

Não é necessariamente que eu não aro o solo. Eu apenas evito fazer isso e cada vez que preciso arar por algum motivo eu sei que estou fazendo mal ao solo. Um mal que terei que corrigir depois.

Quando você percebe que está fazendo algo que prejudica o seu solo, você decide não fazer aquilo frequentemente, sobretudo se não precisa. Então, quase sempre eu aro uma vez por ano. Às vezes duas, mas eu definitivamente evito arar 100% do espaço entre as fileiras?

Qual é a ideia? A “agriculture de conservation” ou a agricultura natural de Masanobu Fukuoka, ou a permacultura de Bill Mollison, todas se baseiam no mesmo conceito. O solo não precisa da interferência humana para se trabalhar. Obviamente, o melhor solo que você pode encontrar é o solo primário, intocado desde o início da criação. E por quê? Porque camadas muito específicas do solo estão trabalhando de forma extremamente eficiente, uma com a outra. E também você não tem microorganismos, mas organismos, principalmente minhocas, que reviram tudo no tempo certo. Toda essa energia, energia orgânica, está disponível para as plantas crescerem.

Isso é o que estamos tentando reproduzir nos nossos solos, em nosso vinhedo. Quando uma área de terra pura é exposta à luz, é uma área perdida. É totalmente inútil para cultivar vinhas ou frutas, legumes e verduras. É inútil. Claro, vou tentar evitar isso o máximo possível sempre e portanto vou deixar o solo intocado para permitir que trabalhe do modo mais eficiente possível. E sempre que toco em algo eu sei que vai ser um desastre porque humanos não sabem nada sobre como o solo funciona. Tenho convicção disso, o que me diferencia dos adeptos da biodinâmica. Biodinâmica baseia-se na hipótese de Steiner e eu acho que eles têm alguma noção sobre como as coisas estão funcionando. Eu acredito que nós não sabemos. Até hoje, quanto menos toco no solo, melhor ele fica. É nisso que acredito."

 

Para descobrir o Eric Texier e seus vinhos:

Eric Texier - Domaine de Pergaud - Rhône, França

Eric Texier se tornou enólogo depois de estabelecer sua carreira em outra área e sem ter conhecimento familiar em vinhedos ou vinhos. Desta forma, seus objetivos e métodos foram desenvolvidos não muito a partir de seus anos de estudos, mas sim a partir de leituras, visitas a enólogos ao redor do mundo e trabalho realizado na Borgonha com Jean-Marie Guffens em Verget. Depois de desistir da idéia de comprar vinhedos, o que era muito caro para um iniciante com suas ambições, ele começou um pequeno negócio onde ele selecionava vinhedos em terrenos particularmente interessantes e de fazendeiros que trabalhavam duro no cultivo de uvas saudáveis, cujos produtos ele queria comprar e vinificar. Ele redescobriu áreas quase esquecidas e anteriormente famosas como Brézème, no norte de Côtes-du-Rhône, e criou relações com pessoas que cultivavam seus vinhedos com paixão e cuidado. Eric pensa profundamente sobre como fazer com que cada vinho seja um reflexo claro de seu terroir. Seus vinhos são certificados orgânicos com o selo Ecocert® e possuem mínima intervenção, sendo seu único objetivo é mostrar a pureza de cada local. A WINES4U tem muito orgulho em oferecer estas maravilhosas expressões de Syrah.